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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Samakuva acusa o MPLA de golpe constituicional


Se um dia qualquer deste século Angola for uma democracia, então valerá a pena falar de... democracia

O presidente do maior partido da oposição angolana, a UNITA, considera que o processo de aprovação da nova Constituição foi "um golpe constitucional" do MPLA, partido no poder desde 1975, que deve merecer a "repulsa" do povo. Isto porque, ao que parece, a comunidade internacional tem mais com o que se preocupar...


Antes de Samakuva já Alcides Sakala, secretário da UNITA para os Negócios Estrangeiros, afirmara que “o MPLA aprovou sozinho o seu sistema de governo, que consagra no Presidente da República os poderes de um ditador africano".

Isaías Samakuva, depois de o Parlamento, em Luanda, ter votado a Constituição, com 186 a favor e duas abstenções, sem a presença da UNITA, considerou ainda que o protesto do seu partido, vincado com a ausência das bancadas no acto de votação, "escreveu nos anais da história política angolana o sentimento de repulsa do povo".

Perante uma enxurrada de críticas veiculadas no país sobretudo pelos órgãos de comunicação social estatais, que o acusam a UNITA de "falta de sentido de Estado", Samakuva disse – em mais uma prova de ingenuidade política - que "em todo o mundo é normal os deputados abandonarem a sala quando querem protestar".

"Agimos pacificamente, com muita tolerância, utilizando um método democrático muito comum nos Parlamentos do mundo civilizado", sublinhou, Samakuva, esquecendo-se que ao falar de mundo civilizado não está na Europa.

Na base das "profundas divergências" está a questão do método da eleição do presidente da República que deixa de ser eleito pelo povo, a questão da ausência de controlo da imprensa estatal, a Lei da Terra e os símbolos nacionais, originários de um "regime marxista" e "discriminatórios".

"Em nenhum país do mundo seria admissível aprovar algo da importância de uma Constituição no meio de uma Taça de África das Nações (CAN 2010)", em futebol, que termina a 31 de Janeiro, em Luanda, diz Samakuva, mais uma vez esquecendo-se que está em Angola.

Sobre a data das eleições presidenciais, tema que está entre os mais polémicos nos últimos anos em Angola, a UNITA entende o que há muito é público através dos poucos órgão de comunicação social que, dentro e fora do país, ainda são livres: "não se sabe se haverá e quando haverá eleições presidenciais".

Isto, porque numa das suas cláusulas transitórias, é apontado que o actual Presidente passa a ser um "Presidente Constitucional", que, segundo Samakuva, "deixa a dúvida se o seu mandato começa agora (José Eduardo dos Santos está no poder há 31 anos) ou só quando terminar a actual legislatura" e porque a Lei impõe agora que o Presidente seja eleito como cabeça de lista do partido mais votado nas eleições para o Parlamento, denominadas de Gerais, o que, disse o líder da UNITA, "pode mesmo levar o MPLA a querer que a actual legislatura (iniciada em 2008) só termine quando chegar ao fim o mandato do Presidente" e não em 2012 como o calendário eleitoral aponta.
Fonte: Notícias Lusófunas

domingo, 9 de agosto de 2009

Angola: Hillary Clinton pede investigação contra crimes de direitos humanos e eleições presidenciais "a tempo"


A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse hoje em Luanda esperar que Angola faça a investigação e possa punir os crimes de abuso dos direitos humanos e realize a tempo as eleições presidenciais.
"Nós esperamos que Angola vá capitalizar sobre a realização no ano passado das eleições (legislativas) e que vá adoptar a nova Constituição, investigar e punir os crimes de abuso dos direitos humanos, e realizar a tempo as eleições presidenciais", salientou Hilary Clinton.
A secretária de Estado norte-americana falava aos jornalistas durante uma conferência de imprensa, após as conversações oficiais entre as delegações dos dois países, no âmbito da visita de dois dias que realiza desde hoje a Angola.
Fonte: Lusa

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Força Aérea empenhada na modernização de meios


A Força Aérea angolana pôs em prática um plano de modernização destinado a dotar aquele ramo das suas forças armadas de novos meios técnicos, anunciou o chefe do Estado-Maior, General Francisco Lopes Gonçalves Afonso "Hanga". Entrevistado pela Agência Angola Press, o Gen. Hanga disse estar prevista “a aquisição de equipamentos de vigilância do espaço aéreo (radares e aviões), destinados a cobertura do país, no aspecto antiaéreo”. Segundo o responsável, pretende-se dotar o ramo de melhor capacidade de autodefesa, dadas as responsabilidades regionais do país, acrescidas à garantia de defesa da zona económica exclusiva e também na perspectiva do alargamento da plataforma continental. O Gen. Hanga anunciou igualmente “a aquisição de meios que permitirão a formação de pessoal navegante em Angola, incluindo pilotos de caça.” De acordo com o oficial-general, está também atenta a questão da capacidade de transportação aérea, destinada à evacuação de sinistrados e apoio às vítimas de calamidades. No capítulo da formação, o General Francisco Hanga mencionou o desempenho das escolas de aviação do Lobito (Benguela) e Namibe, na província com mesmo nome, que ministram cursos de pilotos, especialistas em comunicações, estado-maior e polícia aérea, todos equiparados ao nível médio. Já para técnicos superiores, disse estar baseada na cooperação com o Brasil, Portugal, Israel, Rússia, Estados Unidos e França.
Fonte: Canal de Moçambique

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Luanda considerada cidade mais cara do Mundo


Uma sondagem levada a cabo pela empresa de consultadoria, ECA International, revela que a capital angolana é a cidade mais cara do Mundo para trabalhadores estrangeiros, seguida de Tóquio. De acordo com a mesma sondagem, citada pela agência de notícias francesa, AFP, a capital do Lesoto, Maseru, é a cidade mais barata do mundo. Com o fim da guerra em 2002, Angola tem vindo a beneficiar de um crescimento económico sem precedentes, atraindo mão-de-obra estrangeira para trabalhar em projectos nos sectores da habitação e da reabilitação de infra-estruturas rodoviárias e aeroportuárias. Graças aos recursos financeiros provenientes da exportação de produtos chave, designadamente o petróleo e os diamantes, Angola está em posição de importar bens como alimentos, materiais de construção, o que torna tudo mais dispendioso e aquém da bolsa do cidadão comum. A ECA International refere que a rendas mensais de um apartamento normal em Luanda excedem os 15.000 dólares americanos. Uma refeição em restaurantes de nível médio da capital angolana custa cerca de 100 dólares. No entanto, dois terços da população angolana vivem com menos de dois dólares por dia. O governo angolano tem-se esforçado por aliviar as más condições de vida da maioria da população, investindo na habitação e na reabilitação de infra-estruturas dilapidadas por falta de manutenção desde a independência em 1975, situação agravada por mais de três décadas de guerra. Na capital do país destaca-se o projecto habitacional Nova Vida.
Fonte: Canal de Moçambique

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Angola quer parceria com Timor-Leste para desenvolver economias


O primeiro-ministro angolano, Paulo Kassoma, defendeu ontem, em Luanda, durante um encontro com o seu homólogo timorense, Xanana Gusmão, que os dois países devem estabelecer parcerias adequadas à dinamização das duas economias. Paulo Kassoma, na abertura dos trabalhos da reunião entre as duas delegações, como parte da visita oficial de Xanana Gusmão a Angola, defendeu que Díli e Luanda devem caminhar para uma cooperação "mutuamente vantajosa" no combate à pobreza e pelo desenvolvimento. Uma das apostas apontadas pelo primeiro-ministro angolano é inverter os actuais índices de desenvolvimento humano dos dois países, que estão entre os mais baixos do mundo de acordo com dados das organizações internacionais As áreas como o sector petrolífero, defesa e segurança são ainda apontados pelo responsável angolano como potenciais palcos da cooperação bilateral com Timor-Leste. Kassoma é ainda defensor de os dois países criarem uma comissão mista para avaliar de forma sistemática o estado da cooperação entre Luanda e Díli e para a manutenção dos esforços para ampliar esse relacionamento. O primeiro-ministro do Timor-Leste, Xanana Gusmão, disse, depois de uma audiência com o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, que pretende iniciar um processo de troca de experiências com Angola no sector do petróleo, onde os dois países "têm muitas particularidades em comum". Xanana Gusmão recordou que Timor-Leste é um país produtor de petróleo e a cooperação com Luanda neste tema é importante para a "melhoria das capacidades humanas" no sector. Além disso, ressaltou que o país asiático entrou no sétimo ano da sua independência, estando ainda "numa fase da consolidação das instituições", e precisa de uma "cooperação estratégica" em "interesses comuns". "Angola está a responder com eficácia aos interesses da sua população e nós estamos também neste pé, na necessidade de responder às aspirações de um povo que lutou durante 24 anos em situação difícil pela sua independência", afirmou. Diante deste quadro, Xanana Gusmão esclareceu que uma cooperação estratégica poderá ser "em termos de troca de conhecimento e de experiências". O chefe de governo de Timor-Leste realiza uma visita oficial de três dias a Luanda, onde participa na cimeira dos ministros da Defesa da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), quarta e quinta-feira.
Fonte: Notícias Lusófonas