
Se um dia qualquer deste século Angola for uma democracia, então valerá a pena falar de... democracia
O presidente do maior partido da oposição angolana, a UNITA, considera que o processo de aprovação da nova Constituição foi "um golpe constitucional" do MPLA, partido no poder desde 1975, que deve merecer a "repulsa" do povo. Isto porque, ao que parece, a comunidade internacional tem mais com o que se preocupar...
Antes de Samakuva já Alcides Sakala, secretário da UNITA para os Negócios Estrangeiros, afirmara que “o MPLA aprovou sozinho o seu sistema de governo, que consagra no Presidente da República os poderes de um ditador africano".
Isaías Samakuva, depois de o Parlamento, em Luanda, ter votado a Constituição, com 186 a favor e duas abstenções, sem a presença da UNITA, considerou ainda que o protesto do seu partido, vincado com a ausência das bancadas no acto de votação, "escreveu nos anais da história política angolana o sentimento de repulsa do povo".
Perante uma enxurrada de críticas veiculadas no país sobretudo pelos órgãos de comunicação social estatais, que o acusam a UNITA de "falta de sentido de Estado", Samakuva disse – em mais uma prova de ingenuidade política - que "em todo o mundo é normal os deputados abandonarem a sala quando querem protestar".
"Agimos pacificamente, com muita tolerância, utilizando um método democrático muito comum nos Parlamentos do mundo civilizado", sublinhou, Samakuva, esquecendo-se que ao falar de mundo civilizado não está na Europa.
Na base das "profundas divergências" está a questão do método da eleição do presidente da República que deixa de ser eleito pelo povo, a questão da ausência de controlo da imprensa estatal, a Lei da Terra e os símbolos nacionais, originários de um "regime marxista" e "discriminatórios".
"Em nenhum país do mundo seria admissível aprovar algo da importância de uma Constituição no meio de uma Taça de África das Nações (CAN 2010)", em futebol, que termina a 31 de Janeiro, em Luanda, diz Samakuva, mais uma vez esquecendo-se que está em Angola.
Sobre a data das eleições presidenciais, tema que está entre os mais polémicos nos últimos anos em Angola, a UNITA entende o que há muito é público através dos poucos órgão de comunicação social que, dentro e fora do país, ainda são livres: "não se sabe se haverá e quando haverá eleições presidenciais".
Isto, porque numa das suas cláusulas transitórias, é apontado que o actual Presidente passa a ser um "Presidente Constitucional", que, segundo Samakuva, "deixa a dúvida se o seu mandato começa agora (José Eduardo dos Santos está no poder há 31 anos) ou só quando terminar a actual legislatura" e porque a Lei impõe agora que o Presidente seja eleito como cabeça de lista do partido mais votado nas eleições para o Parlamento, denominadas de Gerais, o que, disse o líder da UNITA, "pode mesmo levar o MPLA a querer que a actual legislatura (iniciada em 2008) só termine quando chegar ao fim o mandato do Presidente" e não em 2012 como o calendário eleitoral aponta.
Fonte: Notícias Lusófunas
O presidente do maior partido da oposição angolana, a UNITA, considera que o processo de aprovação da nova Constituição foi "um golpe constitucional" do MPLA, partido no poder desde 1975, que deve merecer a "repulsa" do povo. Isto porque, ao que parece, a comunidade internacional tem mais com o que se preocupar...
Antes de Samakuva já Alcides Sakala, secretário da UNITA para os Negócios Estrangeiros, afirmara que “o MPLA aprovou sozinho o seu sistema de governo, que consagra no Presidente da República os poderes de um ditador africano".
Isaías Samakuva, depois de o Parlamento, em Luanda, ter votado a Constituição, com 186 a favor e duas abstenções, sem a presença da UNITA, considerou ainda que o protesto do seu partido, vincado com a ausência das bancadas no acto de votação, "escreveu nos anais da história política angolana o sentimento de repulsa do povo".
Perante uma enxurrada de críticas veiculadas no país sobretudo pelos órgãos de comunicação social estatais, que o acusam a UNITA de "falta de sentido de Estado", Samakuva disse – em mais uma prova de ingenuidade política - que "em todo o mundo é normal os deputados abandonarem a sala quando querem protestar".
"Agimos pacificamente, com muita tolerância, utilizando um método democrático muito comum nos Parlamentos do mundo civilizado", sublinhou, Samakuva, esquecendo-se que ao falar de mundo civilizado não está na Europa.
Na base das "profundas divergências" está a questão do método da eleição do presidente da República que deixa de ser eleito pelo povo, a questão da ausência de controlo da imprensa estatal, a Lei da Terra e os símbolos nacionais, originários de um "regime marxista" e "discriminatórios".
"Em nenhum país do mundo seria admissível aprovar algo da importância de uma Constituição no meio de uma Taça de África das Nações (CAN 2010)", em futebol, que termina a 31 de Janeiro, em Luanda, diz Samakuva, mais uma vez esquecendo-se que está em Angola.
Sobre a data das eleições presidenciais, tema que está entre os mais polémicos nos últimos anos em Angola, a UNITA entende o que há muito é público através dos poucos órgão de comunicação social que, dentro e fora do país, ainda são livres: "não se sabe se haverá e quando haverá eleições presidenciais".
Isto, porque numa das suas cláusulas transitórias, é apontado que o actual Presidente passa a ser um "Presidente Constitucional", que, segundo Samakuva, "deixa a dúvida se o seu mandato começa agora (José Eduardo dos Santos está no poder há 31 anos) ou só quando terminar a actual legislatura" e porque a Lei impõe agora que o Presidente seja eleito como cabeça de lista do partido mais votado nas eleições para o Parlamento, denominadas de Gerais, o que, disse o líder da UNITA, "pode mesmo levar o MPLA a querer que a actual legislatura (iniciada em 2008) só termine quando chegar ao fim o mandato do Presidente" e não em 2012 como o calendário eleitoral aponta.
Fonte: Notícias Lusófunas

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