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domingo, 27 de dezembro de 2009

Papa quebra segurança do Vaticano


O Papa almoçou este domingo com 150 pobres na comunidade de Sant'Egidio, no bairro de Trastereve, Roma, na sua primeira saída depois do incidente na noite de Natal na basílica de São Pedro, recorda a Lusa.
Na sua primeira saída do Vaticano após ter sido atirado ao chão por uma mulher de 25 anos, alegadamente desequilibrada, Bento XVI colocou à prova o sistema de segurança do Vaticano, que este domingo formou um forte cordão de segurança em redor do Santo Padre, que, no entanto, o rompeu para se aproximar e saudar os presentes, entre os quais muitas crianças.
Esta quebra do protocolo de segurança confirmou as declarações do porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, que disse que a segurança do Papa não se pode «fechar a 100 por cento», sendo «impensável criar uma muralha entre o Santo Padre e os fiéis».
O Papa foi recebido com fortes aplausos, tendo respondido com sorrisos e acenos e trocou algumas palavras com várias pessoas, em ambiente de cordialidade e alegria.
Esta foi a primeira vez que o Papa fez uma refeição com os mais desfavorecidos, os sem abrigo, imigrantes e indigentes que todos os dias procuram ajuda na comunidade de Sant'Egidio.
Ao lado de Bento XVI estava sentado um refugiado afegão muçulmano xiita de 34 anos.
Fonte: Lusa

domingo, 8 de novembro de 2009

Papa diz que jovens precisam de regras de comportamento

O Papa Bento XVI defendeu hoje, domingo, que existe actualmente uma verdadeira urgência na educação das gerações jovens, falando na inauguração da nova sede o instituto Paulo VI.
"Vivemos tempos em que ganha relevo uma verdadeira urgência educativa", disse Bento XVI, numa deslocação a Brescia, em homenagem a um dos seus antecessores, Paulo VI, o papa que o fez cardeal no Concilio Vaticano II de 1977.
"Formar as gerações jovens, nas quais está o futuro, nunca foi fácil, mas actualmente parece ser uma tarefa ainda mais complexa", declarou o Papa, perante milhares de pessoas que assistiram à inauguração, em Concesio, perto de Brescia (norte de Itália), da nova sede do instituto Paulo VI, dedicado ao estudo da obra deste sumo pontífice.
Bento XVI lamentou o que considera "uma atmosfera, uma mentalidade e uma forma de cultura que leva a duvidar do valor da pessoa, do sentido da verdade e do bem" mesmo existindo "uma sede de certezas e de valores".
"É preciso, por isso, transmitir às gerações futuras algo de válido, sólidas regras de comportamento, e apontar objectivos em direcção aos quais orientar com firmeza a sua própria existência", disse o Papa.
Esta atenção à educação "era uma constante no pensamento e na acção" de Paulo VI, recordou Bento XVI na homenagem ao seu antecessor.
Fonte: Jornal de Notícias

domingo, 28 de junho de 2009

Juiz do caso “Mãos Limpas” diz que Berlusconi está doente


O antigo juíz Antonio di Pietro, responsável pela investigação dos anos 90 conhecida como caso ‘Mãos Limpas’ e, desde 1998, líder do partido Itália dos Valores, acusa Silvio Berlusconi de ter entrado na política para escapar à Justiça.
Em entrevista ao jornal espanhol ‘El Mundo’, explicou que o primeiro-ministro não tinha o gosto da política, mas "quando viu que as investigações por corrupção do caso Mãos Limpas podiam acabar com ele, inventou uma terceira via: entrou na política e, através do controlo da informação, conseguiu ser eleito primeiro-ministro, tornar deputados alguns dos seus empregados, acólitos, cúmplices e advogados, e fazer leis para não ser processado".

Di Pietro afirmou ainda que o primeiro-ministro "está doente" e aconselhou-o a procurar um médico que o "ajude a envelhecer melhor", salvando-o da "impotência mental" que se expressa numa embaraçosa tara sexual. Inimigo jurado de Berlusconi desde os tempos de magistratura, Di Pietro pensa que Berlusconi não se vai demitir, pois se o fizesse "seria de imediato processado pelo caso Mills, o crime de corrupção no qual pagou 600 mil euros a David Mills para prestar falso testemunho a seu favor em dois julgamentos".

"A Itália está a atravessar uma grave decadência ética", considerou, lamentando a implantação na sociedade de "um modelo berlusconiano", patente na adoração pelos sem escrúpulos e pelos criminosos que triunfam.
Para terminar, o juiz que recusou vender-se a Berlusconi quando este o convidou para o governo, em 1994, denunciou a censura em vigo em Itália: "Aqui não poderia fazer uma entrevista como esta, porque ninguém a publicaria. Tenho de conformar-me em dizer o que penso através do meu blogue".
Fonte: Correio da Manhã

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Cientista previu o sismo mas foi mandado calar

(às 14:27 de 2009-04-06) Fonte: Jornal de Notícias. Um cientista italiano previu um grande terramoto na zona de L'Aquila semanas antes do desastre que atingiu a cidade, esta segunda-feira.
O cientista foi denunciado às autoridades por espalhar o pânico entre a população, de acordo com a agência Reuters.
Os primeiros tremores na região foram sentidos a meio de Janeiro e continuaram a fazer-se notar em intervalos regulares, alarmando a cidade medieval a 100 km a Leste de Roma.
Carrinhas equipadas com colunas circularam pela cidade há um mês a pedir à população para que evacuasse a cidade, depois do sismologista Gioacchino Giuliani ter previsto que um grande sismo estaria a caminho. Este acto provocou a ira do presidente da Câmara da cidade.
Giuliani, que baseou a previsou na concentração de gás rádon nas zonas sísmicas activas, foi denunciado à polícia, que o obrigou a retirar as descobertas da Internet.
No dia 31 de Março, a Protecção Civil Italiana reuniu-se para avaliar os riscos de um sismo e sossegou a população, assegurando que não havia riscos de um grande tremor de terra.
Os tremores que têm sido sentidos pela população são parte de uma sequência normal num zona sísmica, foi dito no final da reunião.
Apesar de garantirem que não é possível prever um terramoto, a Protecção Civil assegurou que iria continuar a monitorizar a situação.
Em resposta às perguntas dos média sobre uma alegada falha na protecção da população antes do terramoto, o director do Instituto Nacional de Geofísica desvalorizou as previsões de Giulianani.
Sempre que há um sismo há pessoas que dizem ter previsto o incidente, disse. Tanto quanto eu sei, ninguém previu o sismo com precisão. Não é possível prever terramotos.
Enzo Boschi disse que o verdadeiro problema de Itália é a falta de precaução, apesar de um historial de sismos trágicos.
Nós temos sismos mas esquecemo-nos e não fazemos nada. Não faz parte da nossa cultura tomar precauções de forma apropriada nas áreas em podem acontecer sismos fortes?, disse o director do Instituto Nacional de Geofísica.
Nota: Até a esta hora, já foram registados mais de 250 mortos, e mais de 1.000 feridos. As réplicas continuam atingiram a região montanhosa de Abruzzo.
Não é altura de de deixar a política de lado e olhar para o lado humanista da questão? Se dessem importância às opiniões dos cientistas, certamente que as consequências do sismo eram menores.
As autoridades italianas montaram um acampamento com capacidade para abrigar entre 16 mil a 20 mil pessoas, mas estima-se que o sismo poderá ter feito mais de 70 mil desalojados.
Em 1703, Abruzzo foi atingida por aquele que foi o mais devastador terramoto de sempre nesta região. A cidade de L'Aquila foi severamente atacada por um violento sismo que destruiu igrejas, praças e uma catedral medieval. A cidade teve que ser reconstruída tal foi o grau de destruição.
Mas o historial da cidade conta ainda com os terramotos de 1349, 1461 e 1646 que atingiram o centro histórico da L'Aquila.
Por isto tudo, os governantes deviam ter mais respeito pela vida humana, dar valor às opiniões a quem de direito, mas a política é assim mesmo.