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sábado, 17 de abril de 2010

Para jovens empreendedores: Feira de negócios abre oportunidades


Jovens empreendedores acabam de abrir uma nova página no país, com o lançamento ontem da primeira Feira de Negócios Moçambique, que a curto prazo vai estimular a criatividade e o espírito de busca de novos horizontes na actividade comercial.Sob o lema “Ambiente de Negócios Nunca Esteve Tão Moçambicano” e com uma duração de dois dias, a feira resulta de ideias colhidas em vários distritos por jovens da Associação Thyende e Focus 21 e que contam com apoio da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).De acordo com Valentina Guebuza, membro da comissão organizadora do evento, a feira constitui uma plataforma entre os jovens empreendedores, Governo, empresas e organizações, através da qual haverá um nível de interacção que permitirá a troca de serviços diversificados.“Trazemos a debate ideias dos jovens e pretendemos oferecer ferramentas aos empreendedores para saberem aproveitar as várias parcerias que existem. A feira veio para ficar e será anual. Para o ano vamos à província de Nampula”, disse.Em representação do Governo, o Ministro da Juventude e Desportos, Pedrito Caetano, afirmou que a maior parte das preocupações dos jovens já foi identificada pelo Executivo.A feira irá permitir o despertar dos jovens para as várias oportunidades que existem, donde se destacam os benefícios fiscais fixados para algumas actividades. Os jovens devem concentrar as suas sinergias nos distritos, por serem as regiões que enfrentam a maioria dos problemas da pobreza.Na ocasião o ministro recordou que a pandemia do HIV/SIDA e as endemias que existem em todo o país merecem cuidados adicionais dos empreendedores. Neste contexto, apelou aos representantes das empresas para promover mais campanhas de prevenção destas doenças.No mesmo acto, Salimo Abdula, presidente da CTA, fez uma abordagem sobre o ambiente de negócios e empreendedorismo, dando a sua experiência na gestão de empresas no país.Na sua análise, não existe uma fórmula específica de gestão empresarial em Moçambique. Destacou, entretanto, a necessidade de planificar e organizar-se, a criação de uma boa equipa de trabalho e estar sempre atento a tudo quanto acontece no mercado.Por seu turno, Joaquim Dai, que fez uma abordagem sobre empreendedorismo e aplicações reais para o jovem moçambicano, afirmou que o emprendedorismo, a inovação e formação contínua nunca se devem dissociar.“Os jovens empreendedores são persistentes. Definem claramente os seus objectivos e sabem superar as dificuldades que surgem pela frente”, disse.No evento, participaram mais de 100 convidados, na sua maioria jovens.fonte: Jornal Notícias

terça-feira, 6 de abril de 2010

Lançado concurso para 3.º operador de telemóvel em Moçambique


O Governo de Moçambique lançou segunda-feira passada o concurso internacional para o terceiro operador de telemóvel, terminando o prazo para apresentação de propostas a 6 de Julho.Fechado o prazo o Governo tem mais 60 dias para fazer a avaliação das propostas e escolher a oferta vencedora.Após ser conhecido, o vencedor pode começar a operar no prazo de 30 dias, não podendo exceder um ano para entrar no mercado, segundo o ministro dos Transportes e Telecomunicações, Paulo Zucula.O Governo fixou em 25 milhões de dólares o valor mínimo de taxa de aquisição da licença, que o operador que ganhar o concurso terá de pagar. O prefixo a usar será o 86.Segundo o regulamento do concurso, no qual a Portugal Telecom manifestou interesse, podem participar sociedades comerciais de direito moçambicano e que operem uma ou mais redes de pelo menos 2 milhões de clientes.Os candidatos têm de apresentar uma garantia bancária de dois milhões de dólares e balanços financeiros de 2007 e 2008 que evidenciem mais de 50 milhões de dólares de receitas anuais, e mais de 30 milhões de património líquido.O Governo vai valorizar a proposta técnica em detrimento da financeira, e a licença é de 15 anos, podendo ser renovada. Actualmente operam em Moçambique duas empresas de serviço móvel, a mCel e a Vodacom.Alem dos dois operadores móveis (que cobrem 90% do país), em Moçambique há uma operadora do serviço fixo (que cobre 116 dos 128 distritos), três de televisão por cabo (e internet) e 15 operadores de serviços de valor acrescentado.Actualmente são cerca de seis milhões os clientes dos serviços de telemóvel (população de 21 milhões) mas segundo Américo Muchanga, director-geral do INCM (Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique), "não há saturação do mercado", sendo que um terceiro operador vai permitir uma maior cobertura, melhorar a qualidade do serviço e estimular a concorrência, com preços mais baixos para o consumidor."Os seis milhões representam 29,1% em termos de penetração telefónica", disse o responsável.Os responsáveis do INCM reconhecem que actualmente há deficiências na qualidade dos serviços da rede telemóvel (chamadas que não se conseguem fazer e que se cortam a meio) mas dizem que está a ser preparado um regulamento sobre qualidade dos serviços móveis, que será aprovado em Julho próximo.fonte: Rádio de Moçambique

terça-feira, 17 de março de 2009

Empresários africanos dão dicas para iniciar um negócio

A BBC publicou na última quinta-feira, dia 12 de Março, no seu website dedicado à África, um trabalho no qual apresentou dicas de negócios. Essas dicas, segundo a BBC, são da autoria de alguns empresários do continente, entre os quais uma moçambicana. Confira as dicas:
Dinah Binah (Tanzânia), Florista -Pense rapidamente em fazer negócio. Se alguém lhe pedir:- 'Pode vender-me a camisa?' Venda-a! É sempre possível comprar uma outra.No dia em que abri a minha loja tinha apenas cinco ramos de rosas. O meu primeiro cliente não viu as flores – tudo o que ele viu foi apenas água.E perguntou-me: 'Vendes água?'Respondi que sim.Os 20 cêntimos que acabava de receber das suas mãos foi o meu primeiro rendimento. É necessário ter garra. Tens que ser agressivo e que não te atrapalhes.
Francis Oghuma (Nigéria), Promotor de eventos - A Nigéria é guiada por nepotismo. Mas é preciso ter preserverança. Quando se tem o produto certo e depois de um tempo de espera suficiente, virá o dia da chuva. Os negócios de rua funcionaram bem para mim. A formação formal pode ajudar. Mas a paixão e a inovação é que conduzem o negócio. Mesmo tendo passado pela melhor escola da matéria, o meu negócio continuará a ser guiado pelos meus objectivos.
Sylvia Banda (Zâmbia), Negócio de refeições - O meu conselho é ser paciente. Bem me recordo do dia da abertura do meu estabelecimento. Não tinha cadeiras. Não tinha uma mesa sequer. Os meus clientes tinham de comer de pé. E eu disse:- Deliciem-se com um buffet de pé…Depois de uma gargalhada continuaram a comer e assim nasceu o meu negócio de refeições. Hoje sou proprietária de mais de 16 locais em Lusaka e abrimos um centro de formação em hotelaria.Em negócio é importante que digas a ti próprio – serei tão eficiente como o outro. Se foi capaz de fazê-lo, eu também posso!”
Marlene Coelho (Moçambique), Empresária do ramo de material de escritório -Comecei por ver o que era realmente importante e se vendia todos os dias, para além de comida.Pensei então em consumíveis de escritório e comecei então por ir vender de porta em porta, a clientes e a empresas. Tinha apenas uma empregada. Neste momento, tenho 21 trabalhadores e expandi o meu negócio também a brindes personalisados.
Elise Bates-Williams (Nigéria), Cabelereira - Não é preciso poupar muito dinheiro para se arrancar com um negócio. É possível começar em casa e até mesmo debaixo de um árvore. Começámos com um valor pequeno que deu para comprar dois ou três secadores, cadeiras e algum equipamento de que os clientes podessem precisar. Deste modo, com uma boa gestão, temos crescido continuamente.
Gaulphine Nyirenda (Malawi), Vendedor de livros - O meu segredo é trabalhar arduamente! Sendo honesto com os meus clientes, dizendo-lhes a verdade, honrando os compromissos e conhecendo as necessidades da clientela da zona. Agora sou o dono de uma livraria, faço o fornecimento de livros para clubes literários femininos e represento as maiores editoras de livros do Reino Unido.
Stani Muke (Congo), Desenhador Gráfico e animador - É preciso muita paciência e coragem. Ao pretender arrancar com um negócio em território virgem és lançado à própria sorte. Há seis anos estabeleci a minha empresa virada para a produção de material para a TV, rádio e desenho gráfico no mercado local.Foi preciso ter ajuda do governo e do sector privado. Mesmo assim a produtora ainda não abriu. A nível local não há estrutura de apoio à produção local. Senti-me desencorajado. Mas ao mesmo tempo entendi que o país estava em fase de transição. É possível que muito em breve cheguemos a esse estágio.
Dinah Binah (Tanzânia), Florista - É preciso expandir a rede de contactos. Família, amigos, colegas de escola, e pessoas que encontras frequentemente nas igrejas da vizinhança – todos são potenciais clientes.
Sebastien Negy (Tanzânia), Corretor de Seguros - Estabeleça metas e supere-as. Valorize os clientes – cumprindo com o que lhes prometer.Tenha confiança e acredite em si. Sempre desafio o que as pessoas acham impossível.
Fonte: Club of Mozambique