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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Empresários brasileiros procuram novos negócios na FACIM


Uma delegação de 15 empresários brasileiros do Estado do Espírito Santo desloca-se a Maputo para participar na Feira Internacional de Maputo (FACIM), que decorrerá de 31 de Agosto a 6 de Setembro.
A missão comercial foi organizada pelo Consulado de Moçambique no Espírito Santo e pela Câmara de Comércio Brasil Moçambique (CCBMES).
Estarão representadas nesta missão as empresas Multipla Export, Marbrasa, Imetame Granitos, Mameri Rochas, Jaciguá Granitos, Milanez & Milanese, Acimpex e Móveis Rimo, das quais uma parte irá expor produtos na FACIM.
O cônsul de Moçambique no Espírito Santo, Adilson Neves, disse que "Moçambique apresenta uma grande oportunidade de negócios, em virtude do crescimento acelerado de cerca de 8 por cento ao ano, com 21 milhões de consumidores e pouca concorrência interna".
Em 2008 a FACIM, com uma área de exposição de 15 mil metros quadrados, teve cerca de 1.200 “stands” e 48 mil visitantes. Os negócios fechados na feira rondaram os 8 milhões de dólares , estimando-se que após a feira tenham sido concretizados negócios de 23 milhões.
Fonte: Club of Mozambique

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Presidente do Brasil diz que Moçambique é parceiro


O Presidente brasileiro, Lula da Silva, disse esta terça-feira, durante a visita do seu homólogo moçambicano, Armando Guebuza, que Moçambique é um "parceiro estratégico e prioritário" das relações do Brasil com África e anunciou uma nova missão empresarial em Outubro."Hoje damos mais um passo para consolidar uma aliança que é modelo de cooperação para o desenvolvimento e que revela o potencial transformador da relação Sul-Sul", destacou Lula da Silva.Lula da Silva disse ainda que os investimentos brasileiros estão a chegar a Moçambique "com força" e que os empresários partilham o optimismo do Governo brasileiro.O presidente brasileiro exemplificou com o projecto de extracção de carvão em Moatize, pela empresa brasileira Vale do Rio Doce, que foi responsável pela geração de três mil postos de trabalho naquele país.A participação da Camargo Corrêa no projecto hidroeléctrico de Mpanda Nkuwa também "coloca os empresários brasileiros na linha de frente da geração de energia no país".Desde a sua última visita a Maputo, em 2008, já se iniciaram discussões sobre mecanismos de estímulo ao intercâmbio comercial e de investimentos como uma extensão de financiamento, no montante inicial de 300 milhões dólares pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES).Lula da Silva admitiu ainda o seu interesse em avançar bilateralmente em matéria de biocombustíveis e afirmou que um plano de acção de desenvolvimento da matriz energética de Moçambique será elaborado nos próximos meses.Além de financiamento e tecnologia, que "ajudarão a mitigar carências em sectores cruciais como a agricultura e a saúde", o Presidente brasileiro propôs que seja realizado no Brasil um encontro entre ministros da Agricultura de toda a África.O objectivo, destacou, é discutir parcerias "para fomentar, em solo africano, a revolução verde", realçando que a experiência brasileira em tecnologia e políticas públicas estará a serviço dessa cooperação.O compromisso do Brasil com os "irmãos moçambicanos", como disse Lula, ainda engloba uma das maiores iniciativas em cooperação, a fábrica de anti-retrovirais, que deverá iniciar as suas operações antes do final de 2010.Ontem foram assinados acordos de serviços nas áreas de formação de quadros técnicos, no sistema prisional, na área de florestas, em serviços aéreos e de tecnologia social, além de formação de militares moçambicanos para integrarem missões de paz.Lula da Silva enalteceu Moçambique como um país "modelo" para os Estados em situação pós-conflito e destacou que a realização de eleições gerais multipartidárias "de forma regular, democrática e pacífica, confere grande prestígio internacional a Moçambique".Guebuza iniciou domingo uma visita ao Brasil para reforçar as relações bilaterais e teve como ponto alto a reunião desta terça-feira com o seu homólogo Lula da Silva.Guebuza iniciou domingo a visita ao Brasil, acompanhado dos Ministros dos Negócios Estrangeiros, Oldemiro Baloi, da Indústria e Comércio, António Fernando, Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, e de Energia, Salvador Namburete.A comitiva segue hoje, quarta-feira, para o sul do Estado do Pará para visitar as instalações do Projecto Carajás da Vale, a maior mina de ferro a céu aberto do mundo.
Fonte: Club of Mozambique

terça-feira, 7 de julho de 2009

Lula da Silva diz que G8 já não tem razão de ser


O presidente brasileiro, Lula da Silva, afirma que o G8 perdeu importância relativamente ao G20, defendendo que o grupo dos oito países mais ricos já não tem razão de ser em termos económicos.
"O G8 não já não tem razão para existir, a menos que seja para debater outros assuntos que não os grandes equilíbrios internacionais", disse Lula da Silva numa entrevista publicada hoje pelo diário francês "Le Monde", na véspera do início da reunião do grupo em Itália.
Lula da Silva sustentou que a economia mundial precisa de fóruns multilaterais que incluam o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), a Indonésia, a África do Sul, o México e os países árabes.
Segundo o Chefe de Estado brasileiro, o G20, que integra vários países emergentes, é "mais importante" e "representativo" que o G8, estando "mais próximo das realidades da crise".
No entanto, o presidente brasileiro suspeita que a cimeira do G20, no início de Abril em Londres, não passou de uma "operação cirúrgica sem futuro"
"A minha crença é que alguns países ricos só querem o G20 para ultrapassar esta crise", explicou, apelando para que este fórum funcione de forma permanente.
Os chefes de Estado e de governo do G8 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia) reúnem-se entre quarta e sexta-feira em Aquila, cidade no centro de Itália.
A próxima cimeira do G20, que junta os países do G8, países emergentes como a China, a Índia ou o Japão e a União Europeia, está marcada para 24 e 25 de Setembro em Pittsburgh, nos Estados Unidos.
Fonte: O País online

sábado, 13 de junho de 2009

Lula: economia estaria melhor se sectores da indústria não tivessem entrado em pânico


Sector industrial registou a maior queda do PIB, de 3,1%
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira, em Aracaju, que a economia nacional estaria melhor se alguns sectores da indústria não tivessem entrado em pânico por causa da crise financeira mundial. Ele garantiu que a economia vai crescer. O Produto Interno Brito (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no país, caiu 0,8% no primeiro trimestre do ano em comparação ao quarto trimestre de 2008, segundo dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), terça-feira. O sector industrial registrou a maior queda, de 3,1%. — Poderíamos ter conseguido dados melhores, se não houvesse um certo pânico em alguns sectores empresariais brasileiros. Se a indústria automobilística, por exemplo, não tivesse dado férias colectivas para desovar os seus stocks, certamente a produção industrial teria sido maior — disse o presidente, após inaugurar escola profissionalizante na capital de Sergipe. Segundo Lula, apesar do recuo, os dados demonstram que o país já deu "uma guinada importante para cima". — O Brasil tem hoje uma balança comercial diversificada, tem uma relação comercial ainda mais diversificada. Não há porquê o Brasil não crescer, ou seja, o governo fez muitos investimentos, o povo acreditou e consumiu bastante — acrescentou. Em relação ao empréstimo de US$ 10 biliões ao Fundo Monetário Internacional (FMI), Lula disse que não afecta as reservas internacionais, que somam US$ 204 biliões.— O Brasil ficou mais forte, está com a economia arrumada, grande estabilidade económica. Tudo fica mais fácil de ser feito — afirmou. É a primeira vez que o país faz este tipo de empréstimo para o fundo. Os títulos serão expressos em Direito Especial de Saque (DES), uma espécie de moeda do fundo.
Fonte: Agência Brasil